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sábado, 14 de março de 2009

Ìndia II - Brahma, O Criador

Brahma ou Brama é o primeiro deus da Trimurti, trindade Hindu composta por Brahma (o criador), Shiva (o destruídor ou transformador) e Vishnu (o conservador).
Brahma é a representação da força criadora de Brahman, diz o mito que Brahma cria o universo e este dura um dia de Brahma (4.320.000.000 de anos da Terra), a permanência do universo nesse período cabe a Vishnu, quando este está dormindo e Bahma vai dormir, Shiva destrói todo o universo. Ao acordar, Brahma aparece montado numa flor de Lótus e reconstrói o universo. Tal processo se repetirá durante 100 anos de Brahma, quando esse tempo findar, Brahma deixará de existir e todos os demais deuses e todo o universo serão dissolvidos de volta para seus elementos constituintes, Brahman.
Segundo o mito de Brahma, quando este criou Satrupa ou Sarasvati (deusa da Sabedoria), representação divina da mulher, Brahma se apaixonou por ela e não conseguia tirar os olhos da beleza de Sarasvati, que envergonhada, passou a se esquivar dos olhares de Brahma, movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la a todo instante, Brahma criou mais três cabeças, uma a esquerda, uma a direita e outra atrás da primeira. Então restou a Sarasvati voar até o alto do céu, o que fez com que Brahma criasse uma quinta cabeça no alto, dessa forma, Brahma passou a ter cinco cabeças. Da uniao de Brahma e Sarasvati nasceu Suayambhuva Manu, pai dos humanos.
Diz uma outra lenda que a quinta cabeça de Brahma (a do alto) fora queimada por Shiva após Brahma ter falado mal dele, o que faz com que a sua representação atual seja com quatro cabeças.
Brahma tem quatro braços, segurando numa mão a flor de lótus ou seu cetro, em outra ele carrega um tipo de vaso contendo “água benta”, numa terceira ele abençoa ou carrega os Vedas, textos sagrados do hinduísmo e na quarta mão leva um rosário que representa o ciclo de movimentação do tempo. O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.




Índia I - Brahman

Brahman é o conceito de Deus Supremo para os Hindus, representa todo o universo, a sua criação, a sua existência em si e a sua destruição, todas as coisas representam Brahman, que está em tudo e tudo é Brahman, ele é o princípio divino, é o
não-personalizado.

Em Gita, música de Raul Seixas e Paulo Coelho, inspirada no texto Bhagavad Gita do épico Mahabarata, foi captada, muito bem, a essência do que é Brahman, o Deus Supremo.

Gita
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho
"Eu que já andei

Pelos quatro cantos do mundo
Procurando
Foi justamente num sonho
Que Ele me falou"Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado...
Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar...

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o mêdo de amar...
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou..
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição...
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada...

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar...
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim...

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor...
Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo...
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão...
Euuuuuu!Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio...

Alex Huche