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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ouroboros - Devora-te a ti mesmo!


Nacos de Mim


Quanto você paga pra me devorar?
Espécime raro em perfeito estado,
curiosa alma de mim mesmo.
Será meu sabor tão precioso

quanto minha ultima taça de vinho?
Seriam mais indigestas as minhas entranhas

ou minhas idéias?
Qual o gosto de um sonho ruim?
Qual o gosto de uma vida sem cor?
Qual o gosto do sucesso?
Será que conheço o sucesso?
Partes inexatas do meu corpo
carregam meu ego desproporcional
e o peso de minhas ações

com torpor e vaidade.
Quanto vale um nariz empinado,

um sorriso escrachado?
Quanto vale os egoísmos

e altruísmos da minha vida?
Na verdade, tua opinião não vale nada.
Come de graça.

Pamela Kore e Alex Huche

.



Da série 4 mãos e 2 teclados

Maioridade



Pamela de Pressão



Enfim 18 anos,
sonhei com isso todo tempo, por muito tempo,
uma liberdade regada de vaidade,
medos transformados em uma gula pelo desconhecido,
a soberba e a luxúria seriam o melhor de mim,
a avareza com a vida suscita a ira do meu coração,
que desperdício de ar.
O que mudou?
Fiquei mais velha.
Tanto tempo esperando por nada.
Aí me dizem para fazer acontecer,

mas dá uma preguiça,
afinal levei 18 anos para chegar aqui.

Pamela Kore e Alex Huche

.


Da série 4 mãos e dois teclados

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Devaneios

Miragens

“Quando a vi logo ali tão perto,

tão ao meu alcance,
tão distante e tão real"
dizia o poeta sem saber de ti.
Um ímpeto de buscar-lhe invadia minh'alma,
segui teus rastros, teu perfume
mas você sumia, sumia como chaves,
como guarda-chuvas em lojas de conveniências
como canetas Bic, que vão pra onde ninguém as encontram,
como o sorriso tosco do gato de Alice
ou ainda como a idiota da própria Alice
que cismava de seguir quem não conhecia.
Mesmo assim eu te sentia.
Não percebi o caminho deixado pra trás,
Enebriado pelo aroma das flores ao redor.
Agora estou aqui,com o pescoço na guilhotina
e essa puta a gritar no meu ouvido:

Cortem-lhe a cabeça!

Pamela Kore e Alex Huche

Da série quatro mãos e dois teclados.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Para mim

Tio Pã

Aquele que brinca de se esconder,
escondendo-se em si mesmo.
É o que se ferra com as malditas(amadas)
flechas de eros.
Aquele que observa o momento certo de agir,
enquanto age.
Aquele que como homem, caminha.
Não raramente, tropeça nas pernas de bode
e cai, tal qual a um menino que pede colo.
Que ao som de sua flauta percorre florestas
muitas vezes solitário.
Vai, continue a tocar!
Sua flauta não toca notas,
mas palavras que encantam.

Pamela

quinta-feira, 5 de junho de 2008




Natimorto
.
Hei tô aqui, não está me vendo?
Sabe aquele dia em que você acordou de madrugada?
era eu ao teu lado, você não me via idiota,

mesmo acordado você continua a dormir.
Vou te dizer um segredo,
Sabe quando você sonha com o amor,
com o desejo,
com o fogo,
e não faz nada a respeito?
sou eu a lhe tentar.
Mas ainda assim você fica sonhando,
se apega ao nada
e o nada poderia ser tudo,
o inimaginável.
se covardia não mata também não deixa viver,
Só põe um gosto de nada no céu da boca,
a insatisfação com o hoje
e a ilusão do amanhã te cega.
Um abraço no vazio, um sorriso amarelo,
uma mão que não te abriga
e uma noite sem cor é o que te resta sem esse amor.
Mas não se iluda, tal como um sonho,
pela manhã, eu posso não estar aqui
Porque a vida tem pressa
e não é feita pra quem a teme viver.
.
Pamela e Alex Huche


Da série a quatro mãos e dois teclados em dois Estados.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Placebo de Vida...

In her silent way, Joe Sorren



Placebo

É quando durmo que me percebo

perdida numa densa neblina,
descortinando fragmentos do que chamam vida.
O silêncio de outrora não existe mais,
Pois, em mim abriga o caos
que me forma, me reforma
e me sufoca de tanto mudar
me moldando, me destruindo
e me corroendo por dentro,
como se um bicho habitasse o meu peito
Mas, em fim, acordo,
forjo-me um sorriso no rosto
como o de quem vê mais uma vez
o correr do mês de agosto.
O tempo passa, as horas passam e a vida segue,
mesmo perdida em meio a neblina.

Pamela & Alex Huche



Da série a 4 mãos e dois teclados em dois Estados.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

IVO, Ida e Volta.





Desvio de Bagagem

Somos partes de um todo,

tudo que nada basta...
e que mais me parece um, me parece vazio.
Diante desta caixa,
devo botar apenas o que quero levar.
E o que quero levar?
O que deve ir?
O que deve ficar?
O que me servirá onde eu vou?
Por que eu vou?
Já nem sei mais responder,
Parte do motivo sou eu,
A outra parte é você.
E minha caixa segue vazia,
Pra eu encher onde eu chegar.




Pamela & Alex Huche




Mas uma da série poemas a quatro mãos e dois teclados.



segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sem Mágoas

Sem Mágoas

Se me afasto, o(a) acho em mim,
por mais distante que eu vá,


você está lá,
em meu peito aprisionado(a )
na minha mente, como extruso( a),
da minha vida afastado( a)
sem nem ao menos nos dizermos adeus.
Você se foi como quem foge do que mais deseja,
como um cão covarde...
que pára como quem vai voltar,
olha e segue em frente me enganando,
seguindo atrás do seu brinquedo...
Vai meu(minha) querido( a), segue o seu rumo,
toma seu brinquedo e sejas feliz...
mesmo sem mim.

Pamela & Alex Huche





Poema feito a quatro mãos on line, por mim e minha eterna aluna, Mini mim.


- Minha querida, Açailândia é longe, mas você está sempre no meu coração.